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Hamilton, com Nick Haidfeld  e Alexasnder Wurz no pódio do Canadá 2007

 

Hamilton 1º pódio Canada 2007

 

A primeira vitória de Lewis Hamilton aconteceu no GP do Canadá de 2007 e ficou marcada por um grito. Um urro gutural, de gozo e desabafo, ecoado e abafado dentro do capacete e transmitido para o mundo, quando ele cruzou a bandeirada da consagração. Além de ser a façanha, de ser primeiro piloto negro da Fórmula 1, acontecia, naquele momento, o triunfo anunciado de um novato que entrou na pista cercado pela curiosidade  e surpreendeu pelo talento. O jovem de 22 anos que ganhou o primeiro grande prêmio impondo-se à novidade da raça pela competência da pilotagem.

E não poderia haver uma pista melhor para a primeira vitória de Hamilton do que o circuito  canadense de Gilles Villeneuve, em Montreal. Um traçado difícil, com ciladas em cada curva, no qual ele estreava, mas deslizou tranqüilo por 70 voltas com  intimidade secular. Uma alegria que ele comemorou numa disparada direção do pai Anthony e do irmão, Nicholas, preso a uma cadeira de rodas pela paralisia cerebral. Cena pungente e muito fotografada, que o piloto fez questão de enviar ao avô Davidson, patriarca dos Hamilton, que prefere viver na tranqüilidade da caribenha Ilha de Granada a imigrar para a Inglaterra.

Hamilton foi um meteoro que deslumbrou a categoria top do automobilismo sem rompante, mas preparado para o desafio de conviver com o perigo e a celebridade.

Ele sabia que na Fórmula 1 a besta tem várias formas e a fama é o seu pior caráter. É  sedutora, mas cobra caro quando é alcançada e só é parceira durante o sucesso. Depois desaparece, sem dar esperança de que as proezas presentes serão arquivadas na posteridade.

“Vivo um sonho”, choramingou Hamilton, em meio aos risos pela simplicidade da atitude de quem atingia a vitória no sexto grande prêmio disputado. Ele mesmo estava admirados com a façanha de, além do primeiro triunfo, assumir a liderança do campeonato de 2007, à frente do bicampeão, e seu parceiro de McLaren, Fernando Alonso, e da dupla da Ferrari, Felipe Massa e Kimi Raikkonen, dos quais deveria ser mero coadjuvante.

Aos 22 anos, 4 meses e 7 dias, Lewis batia o recorde do próprio  Bruce McLaren, o fundador da escuderia, que tinha 22 anos, 5 meses e 9 dias quando assumiu a ponta do campeonato Mundial de 1960.  Lewis Hamilton, que atingiu o pódio na corrida de estréia  e continuou lá em cima, até a décima corrida da temporada, no GP da Inglaterra. E o mais fantástico,  passou a sério candidato a campeão do mundo e só perdeu o título no último grande prêmio.

Lewis tornou-se um herói para os britânicos que tiveram que engolir a Schumimania por uma década, a Alonsomania por dois anos, e foram à forra, embalados pela “Lewismania e o Hamiltonhisteria”  que criaram para festejar o seu novo ídolo da F-1. (LM)

 

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