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Monza, 7/9/1986.

Piquet monza 1986 B

Piquet Monza 1986 foto

Piquet, com o Williams FW 11-Honda V6T

Quatro das 23 vitórias de Nelson Piquet na Fórmula 1 aconteceram no GP da Itália, em  Imola em 1980 e as de 1983,1986 e 1987 em Monza. Em 1987 ela foi decisiva para o seu tricampeonato, mas a que ele mais curtiu foi a de 1986, acontecida num 7 de setembro há exatos 32 anos.

Nelson Piquet e Nigel Mansell marcavam as suas passagens na Williams pelas atuações espetaculares e pela guerra nos bastidores. Em 1986, Mansell, o Leão para os ingleses, fechou em vice e Piquet 3º, separados por um pontinho, 70 a 69. O titulo que caiu no colo de Alain Prost. Para sorte do Prost, a dupla da Williams teve pneus furados no GP da Austrália, última corrida do ano, resultandono bicampeonato do francês.

O campeonato de 1986, até aquele GP da Itália, era duramente disputado por Piquet e Mansell, ambos pilotando o Williams FW 11B, uma obra prima da F-1, dotado de inovadora suspensão assistida à chamada suspensão ativa. Os outros dois candidatos eram Prost, que acelerava o competitivo McLaren MP4-2C e Ayrton Senna, a bordo do Lotus-Renault 98T.

Piquet, que largava em 6º, ao lado de Ayrton Senna, 5º, deu uma entrevista com a costumeira irreverência ao repórter da RAI (TV italiana) que insistia em saber a sua tática de corrida. Ao vivo, minutos antes da largada, ele revelou seus planos:

“Quero que o Senna e o Prost acertem uma porrada na primeira curva e o motor do Mansell exploda na seguinte: tudo isso está nos meus planos, para vencer mais facilmente”.

Piquet foi irreverente e profético. Prost não deu a porrada desejada pelo brasileiro, mas teve um problema de ignição na volta de apresentação. Ele ainda chegou a embarcar no carro reserva, mas o esforço foi inútil porque a troca aconteceu com a luz verde de partida acessa e,mesmo largando dos boxes, o francês foi desclassificado com a exposição da bandeira negra. Senna tampouco deu a porrada na primeira volta, porém nem completou a volta inicial, parando com a transmissão da Lotus travada.

Só faltava então Nigel Mansell abandonar para completar a premonição de Nelson Piquet. E como ela não aconteceu o brasileiro foi à luta e ultrapassou o Leão no final da reta dos boxes na 38ª das 51 voltas da corrida.

E como aquele domingo era um 7 de setembro, Piquet ouviu o Hino Nacional contrito, para depois extravasar toda a sua alegria de vencedor e profeta, no pódio de Monza. (LM)

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