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A sucata milionária da F-1, no GP da Áustria 1987

Áustria 1987

Desde os primeiros treinos estava escrito que o GP da Áustria de 1987 não seria uma corrida normal. Já na sexta-feira Ayrton Senna tinha atropelado um rato e o sueco Stefan Johansson um filhote de veado, ambos a mais de 300 km/h. Mas as grandes confusões aconteceram nas largadas, pois foram necessárias três para que o GP da Áustria fosse iniciado.

Foi um autêntico festival de bate-bates envolvendo 14 dos 26 competidores. Na primeira largada a confusão abriu com a batida de Martin Brundle (Zakspeed) em Jonathan Palmer (Tyrrell), que partiam na nona fila.

Eles se enroscaram e Philippe Streiff (Tyrrell) e Piercarlo Ghinzani (Ligier), que vinham atrás, não conseguiram desviar e aumentaram os destroços. Ivan Capelli (March) e Pascal Fabre (AGS) completaram o engavetamento de protótipos na reta de largada.

A partida foi anulada, portanto os pilotos envolvidos no acidente estavam autorizados a alinhar com suas máquinas reservas.

Na segunda largada a confusão foi ainda maior. Oito carros bateram. Ghinzani, Fabre e Streiff deram novas cacetadas e, desta vez, conseguiram destruir seus carros. Stefan Johansson (McLaren), René Arnoux (Ligier), Eddie Cheever (Arrows), Riccardo Patrese (Brabham) e Alex Caffi (Osella) foram os artistas da segunda múltipla colisão, que resultou numa montanha de F-1 ou, naquela altura, do que restava deles.

Enquanto os carros eram retirados da pista por guindastes e colocados num pátio de sucatas milionárias, Alain Prost, então presidente da Associação dos Pilotos, erguia a voz para prometer que, se a pista Zeltweg não fosse alargada, a Áustria não teria mais seu grande prêmio.

Depois de juntados os cacos dos F-1, com a pista livre dos detritos e as manchas de óleo devidamente enxutas, foi dada a terceira largada para as 52 voltas do GP da Áustria de 1987. Mas a corrida que começou em confusão quase termina anulada. Tudo porque o diretor da prova equivocou-se e deu uma volta a mais do que as 52 regulamentares. Nigel Mansell, que já dava a volta comemorando a vitória, só confirmou o triunfo porque Patrick Head, diretor da Williams, alertou o Leão – via rádio – para dar o giro extra.(LM)

 

 

 

 

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