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O túnel de Mônaco

Na ótica dos pilotos

 

2018 Monaco GP

Botta, com a Mercedes, no voo cego no túnel de Mônaco

 

O túnel de Mônaco também tem suas curiosidades.  Para evitar o contra-luz os pilotos dos anos 50 e 60 entravam no trecho de 250 metros, mal iluminado, com um olho fechado e só abriam ao sair do túnel. Usavam esse recurso para evitar o contraste nos dois olhos entre a luz e a sombra.

Mais grave do que a visão, que é temporária, o barulho dentro do túnel de Mônaco pode arruinar a audição de quem ficar dentro dele durante o grande prêmio.  O ruído durante a passagem dos fórmulas, feita a 230 Km/h, atinge, normalmente, 140 decibéis. Uma acústica superior à sensibilidade do ouvido humano, que suporta os 80 decibéis e já acusa dor nos 120 num concerto de rock  metaleiro.

Essas ondas sonoras já diminuíram de 30% a 70% a capacidade auditiva dos comissários de pista que trabalhavam no túnel durante os três dias de GP.  Hoje, esse grupo  que é conhecido  como “o clube dos surdinhos” se recusa a mudar de local, fazendo ouvidos moucos ao perigo. (LM)

 

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