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O McLaren “Long vehicle”

McLaren M23 1976

James Hunt com o McLaren M23 da vitória no GP da Espanha de 1976

Igual a qualquer outro jogo, o da Fórmula 1 também envolve alguns recursos nem sempre lícitos. Na verdade, é uma queda-de-braço entre os comissários da FIA e os projetistas. Não é de hoje que os cartolas fazem o regulamento e os engenheiros tentam burlá-lo na busca de alguns milésimos de segundo de vantagem para seus protótipos. Um duelo que cabe muito bem no ditado espanhol que prevê: “Hecha la ley, hecha la trampa. Ou seja: feita a lei feita a tramoia.

 

     Prova disso aconteceu no GP da Espanha de 1976, onde James Hunt cravou uma pole position mágica no no antigo circuito de Jarama, Madri. Ele cravou 1min18s052, uma marca espetacular à época. Logo a Ferrari e a Tyrrell pediram a impugnação da marca de Hunt. Alegavam que o McLaren M23 tinha o aerofólio traseiro afastado além dos 80 centímetros do centro da roda, como determinava o novo regulamento que entrava em vigor naquela corrida.

Teddy Mayer,  então esperto diretor da McLaren, admitiu que a asa estava 20 centímetros fora da medida, mas deu a volta por cima argumentando que as novas regras só valiam a partir do dia 2 de maio. Ou seja, na data do Grande Prêmio, não na classificação, quando a pole foi cravada.

Valeu a maracutaia. Hunt venceu de ponta a ponta e seus mecânicos ainda tripudiaram da concorrência após a vitória corrida, colocando uma placa de “long vehicle” na traseira do M23. (LM)

 

 

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