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Piquet Brabham 1993

Piquet, em Kyalami, África do Sul, com o Brabham BMW-turbo

 

A Fórmula 1 saiu de Monza para o GP da Europa, penúltima corrida do campeonato, disputadano circuito inglês de Brands Hatch.

Era oportunidade dele vencer, desmanchar a vantagem de Prost e partir para a grande final no GP da África do Sul, em condições de ser bicampeão.
A classificação não foi das melhores, porque Piquet preferiu acertar o melhor possível o seu BT52 para a corrida. Ele partiu em 4º, atrás dos Lotus de Elio de Angelis e Nigel Mansell e do Brabham de Riccardo Patrrese. A boa notícia era que Alain Prost ia largar em 8º, e, como garantiu Piquet, o francês só o ultrapassaria por cima, porque ele ia fechar todas as portas.
Mas além da disposição, Piquet precisou de muita concentração para vencer Prost, porque o seu carro estava com problemas mo turbo e o francês conseguiu, diminuir uma diferença de 17 para 6 segundos, nas últimas voltas da corrida.
Agora só faltava a batalha final, em Kyalami, no GP da África do Sul. Um grande prêmio, para onde Prost levava as esperanças de tornar-se o primeiro francês campeão da F-1 e Piquet brigava pelo bicampeonato. A contagem ainda era favorável a Prost, 57 a 55.
A grande jogada de Piquet, e seu engenheiro Gordon Murray, foi a tática da corrida. Eles inverteram o reabastecimento de combustível. Ao contrário dos concorrentes, optaram em largar com pouca gasolina e, com o carro mais leve, tentar abrir uma boa diferença, para só então fazer o pit stop.
Bem pensado melhor executado, porque Piquet abriu facilmente 23 segundos de Prost e aí sim, parou nos boxes para completar o tanque. Foi um golpe fatal no francês que, em efetuar o reabastecimento de seu Renault e retornar à pista, estava preciosos 40 segundos atrás do brasileiro.
Com o título garantido, Piquet permitiu-se fazer a generosidade de regalar a vitória a Riccardo Patrese, sem parceiro de Brabham. Mas ao facilitar a passagem do companheiro, o italiano Andrea de Cesaris, que vinha em terceiro com um Alfa Romeo, aproveitou o embalo e também passou o brasileiro. Felizmente, para Piquet, o turbo do Renault de Prost estourou quando ele estava em 5º. Se o francês terminasse na quinta posição, fecharia o campeonato empatado com Piquet em 59 pontos, e, nessa situação, o título seria de Prost, que tinha uma vitória a mais: quatro, contra três do brasileiro.
Piquet, entretanto, não se vexou. E com a consciência da travessura, comemorou:
“ Foi só para provocar o último suspense do ano do meu bicampeonato”.

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