Site Oficial

O BMW do polonês voador

 

P90042034

Ganhar uma corrida já era uma possibilidade real para a BMW. Uma vitória que tanto poderia ser com Robert Kubica ou Nick Heidfeld, mas fazer a dobradinha foi a surpresa que premiou o trabalho sério e suado de toda a equipe alemã e tornou a Fórmula 1-2008 a temporada mais sensacional da qual não se tem outra na memória, pelo menos nos  últimos 30 anos.

A vitória do polonês em Montreal, além de lhe valer a liderança do Campeonato de Pilotos, naquela altura da temporada encurtou a diferença entre os quatro candidatos ao título. Kubica somou 42 pontos contra 38 de Felipe Massa e Lewis Hamilton e 35 Kimi Raikkonen . E mais: a dobradina Kubica-Haidfeld elevava a BMW à condição de segunda na Copa de Construtores, batendo a McLaren por 70 pontos contra 53.

Tudo isso são façanhas de Kubica e Cia, mas aquele GP do Canadá teve muito mais surpresas do que a consagração da BMW.

A rigor, não faltou nada: teve barbeiragens, zebras, perícia, valentia e, para não fugir a rotina, a prova do circuito da Ilha de Notre Dame, foi farto em rodadas e batidas. E para contar a história daquele GP do Canadá, vale a pena listá-lo pelos seus personagens.

McLaren e Ferrari cometeram duas barbeiragens grotescas, que influíram diretamente no resultado da corrida, no momento do pit stop, na 19ª volta, após a saída do primeiro safety car da pista.

A McLaren errou porque demorou na troca de pneus e reabastecimento do carro de Lewis Hamilton. O piloto –que era líder com 8 segundos de vantagem –, saiu desesperado, porque  Robert Kubica e Kimi Raikkonen já tinham  lhe tomado a frente e, afobado, bateu na traseira da Ferrari de Kimi Raikkonen, que estavam aguardando a luz verde de reingresso na pista.

Na Ferrari o equívoco aconteceu no mesmo momento. O boxe não conseguiu abastecer o carro de Felipe Massa – que ficou parado atrás de Raikkonen – e o brasileiro foi obrigado a ir para  pista, dar  uma volta, e retornar ao pits, para poder completar a operação. Resultado: além de Massa não se beneficiar da confusão de Hamilton e Raikkonen ele caiu para 17ª colocação e partiu para uma corrida doida, até fechar num heróico 5º lugar.

Já David Coulthard abriu a lista das zebras que pintaram na corrida canadense. O veterano escocês largou em 12º ele fechou em 3º, subindo a um pódio que ele nem conhecia mais o rumo. Tino Glock partiu em 14º e fechou em 4º, faturando seus primeiros cinco pontos. Mas houve outras zebras que se perderam nesse confuso GP do Canadá. Parece brincadeira, mas Kasuki Nakajima, Tino Glock e, Coulthard foram líderes por várias voltas.

Uma proeza em que também figurou Rubinho, que ponteou a prova por sete voltas – 29ª a 36ª. Mas não se pode considerá-lo zebra e sim valente. Ele lutou contra o seu Honda, o 18º carro em velocidade nas retas. Rubinho usou com inteligência o tráfico do travado circuito Gilles Villeneuve para fechar  num suado 7º lugar.

A valentia ficou por conta de Fernando Alonso. Embora muitos críticos condenem o ímpeto do espanhol, nenhum pode acusá-lo de omisso. Nesse grande prêmio parecia que Alonso queria tirar a prova dos 9  do seu Renault. Ele já tinha voado na classificação, cravando o 4º tempo e na corrida jamais aliviou. Ameaçou muito Nick Heidfeld, na disputa do segundo lugar, a ponto do boxe da BMW, aconselhar o alemão a deixá-lo passar e depois recuperar a posição no pit stop.

Mas não foi preciso, porque na 45ª volta, o desgaste dos pneus e a volúpia, se juntaram para que o Renault rodasse e terminasse com a sanha do asturiano.

A perícia ficou por conta de Felipe Massa, na 51ª das 70 voltas da corrida. Ele, num lance lúcido e espetacular, aproveitou a briga entre Rubinho e Heikki Kovalainen para, num só golpe, vencer os dois adversários. Foi a mais espetacular ultrapassagem do grande prêmio.

E, finalmente, como se tratava do GP do Canadá, nada menos do que oito pilotos protagonizaram as rodadas e acidentes: Hamilton, Raikkonen, Alonso, Rosberg, Webber, Nakajima, Nelsinho Piquet e Fisichella. Além desses, Barrichello, Tino Glock, Jarno Trulli, Heikki Kovalainen, deram suas escapadas.

Resumo da ópera: venceu Robert Kubica, o melhor. Aquele que driblou todos os perigos da traiçoeira pista da Ilha de Notre Dame para escrever o seu nome na galeria dos vencedores de grandes prêmios da Fórmula 1.LM)

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>