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INVENÇÕES

MIRABOLANTES da F-1

 

Em 68 anos de existência, a fórmula 1 conheceu grandes revoluções técnicas. Invenções mirabolantes que solucionaram problemas mecânicos e aerodinâmicos.  Algumas foram condenadas, outras resistem até hoje.

Nesta temporada de 2018, a grande novidade é o Halo, um arco à frente dos carros para proteger o piloto de impactos, como o que ocorreu com Felipe Massa, no circuito de Hungaroring. A seguir, um decálogo das inovações mais significativas:

 

I Motor traseiro: John Cooper foi o autor dessa proeza que, embora elementar, só surgiu em 1968, quando a F 1 completou dezoito anos.

 

II Aerofólio: há uma disputa entre a Ferrari e a Brabham pela paternidade da asa traseira. Alguns garantem que os italianos introduziram o aerofólio no GP da Bélgica, em 1968.  É uma peça que ajuda na pressão aerodinâmica e proporciona maior rendimento das rodas motrizes, auxiliando a tração.  O aerofólio foi proibido no momento em que descobriram uma maneira de regulá-lo de o cockpit.  Hoje, está regulamentado, mas em uso fixo.

 

III Tomada de ar: o americano Jim Hall introduziu a tomada de ar no lendário Chaparral Esporte e Protótipo, nos anos 60.  Hoje é permitida sobre o motor desde que tenha, no máximo, 80 cm de altura.

 

IV Minissaia: obra do lendário Colin Chapman na Lotus 78.  Tratava-se de alertas móveis colocadas lateralmente ao chassi, que se moviam dando mais aderência ao carro.  Foi proibida em 1979, depois que Mário Andretti ganhou o Mundial na temporada anterior.

 

V Carro de seis rodas: o projetista Derek Gardner foi chamado de louco ao colocar a novidade na pista.  Chamava-se Project 34, da Tyrrell, e foi pilotado por Jody Scheckter e Patrick Depailler, (ambos venceram corridas) e Ronnie Peterson. Foi proibido pela FIA em 1977.

 

VI Carro exaustor: autoria de Gordon Murray, o mesmo projetista dos Brabham dos títulos de Nelson Piquet em 1981 e 1983.  Murray criou um estranho ventilador que, instalado na traseira do carro, provocava uma forte sucção, resultando em maior aderência. Seu invento teve uma glória efêmera: apenas no GP da Suécia de 1978, vencido por Niki Lauda.  Venceu mas não levou, por que a FIA anulou o resultado e condenou o carro.

 

VII Câmbio semiautomático: lançado pela Ferrari em 1990, é uma caixa de câmbio com as marchas engatadas por meio de botões do volantes.  A troca de marchas é feita tão rapidamente que o piloto nem precisa pisar no pedal de embreagem ou tirar o pé do acelerador. Permanece com evoluções.

 

VIII Controle de tração: também inovação da Ferrari há três anos.  É uma maneira de homogeneizar a rotação das rodas motrizes nas curvas.  Uma espécie de autoblocante, feito através do corte automático – via sensor – de um dos cilindros do motor.  Funcionou com perfeição nos propulsores de 10 ou 12 cilindros.  Nos de 8 não é tão eficiente. Uma invenção proibida desde 1995.

 

IX Caixa preta: no GP do Brasil de 1982, o vencedor Nelson Piquet e o segundo colocado Keke Rosberg foram desclassificados porque seus carros estavam abaixo dos 580 Kg regulamentares.  A  Brabham de Piquet e a Williams de Rosberg carregavam a  “caixa preta”, um depósito acoplado aos protótipos sem nenhuma utilidade técnica. Era um recipiente de 35 litros de água, enchido antes da pesagem obrigatória dos carros.  Depois, na primeira ou segunda curva, os pilotos abriam uma válvula e, ao pisar freio, despejavam o líquido, reduzindo em 35 Kg o peso dos bólidos, que ganhavam cerca de  25 cv de potência.

 

X- Suspensão automática: uma das mais revolucionárias invenções da Fórmula 1.  Para os engenheiros, o nome correto é suspensão autonivelante e sua função é a de manter os pneus em contato com o chão permanentemente, mesmo nas pistas acidentadas. A aderência possibilitava a transmissão de mais potência do motor às rodas motrizes, assegurando a resistência do carro ao fenômeno da força centrífuga. A suspensão foi usada pela primeira vez por Ayrton Senna em 1987, quando pilotava a Lotus vencedora dos GPs  de Detroit e Monte Carlo.  Embora projetada por Peter Wright, o engenheiro-chefe da Williams, Patrick Head, aprimorou o sistema. (LM)

O Hallo sobre a cabeça do piloto , novidade da F-1 2018 – Williams/Mercedes2018 Australian GP

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