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Memórias de Fotos de Lemyr Martins

 

 Ayrton Senna da Chuva no dilúvio do GP de Portugal de 1985

 

Senna venceu de ponta-a-ponta, fez a pole position e a volta mais rápida

Senna venceu de ponta-a-ponta, fez a pole position e a volta mais rápida

Foram 2 horas e 28 segundos de um estranho balé de 291 quilômetros, a 159 km/h, sob um dilúvio, que marcou o primeiro triunfo de Ayrton Senna na Fórmula 1. No feriado de 21 de abril de 1985, dia em que Senna descobriu o caminho da vitória no GP de Portugal.

A  Lotus negra número 12 navegou suave na pista encharcada de Estoril, flutuando sobre as armadilhas do acquaplaning. Deslizava nas retas e escorregava controladamente nas curvas, numa fantástica lição de pilotagem no molhado. Foi uma vitória total, no 16º grande prêmio de sua carreira, com pole position e volta mais rápida, avisando aos navegantes que, naquele domingo, surgia um estilo novo: o de Ayrton Senna da Chuva. Um piloto acima das intempéries que protagonizou, ao longo de sua carreira, maravilhosos shows sob chuvas e trovoadas.

Senna:  show de pilotagem na chuva

Senna: show de pilotagem na chuva

Era o alerta de que uma nova estrela entrava na conste­lação mais rica da Fórmula 1, povoada, na época, por  Alain Prost, Nélson Piquet Niki Lauda, Nigel Mansell, Michele Alboreto, Keke Rosberg e Jacques Laffite. Um clube para os grandes sócios, onde só poderia brilhar um gênio disposto e determinado como Ayrton Senna.

A estréia na Lotus-Renault turbo foi no GP do Brasil, em 7 de abril, com  um promissor terceiro lugar no grid. Porém uma pane elétrica calou o seu motor obrigando-o a se retirar cedo da corrida. Mas foi ele, com o projetista francês Gerard Ducarouge, desenhista do carro, a dupla que fez reviver os domingos de glórias da Lotus, desde o falecimento de Colin Chapman, em 1982, considera­do um gênio como construtor e inovador da Fórmula 1.

Duas vitórias (Portugal e Bélgica), dois segundos (Áustria e Europa (em Brands Hatch), dois terceiros (Holanda e Itália), três voltas mais rápidas (Portugal, Canadá e Estados Unidos), sete poles position, (Portugal, San Marino, Mônaco, EUA,  Itália,  Eu­ropa  e Austrália) renderam 38 pontos e o quarto lu­gar no campeonato de 1985, na primeira temporada com a Lotus. (LM)

 

            Memória

 Largada do GP da Austrália de 1985    

Adelaide 1985; Mansell e Senna largaram na frente, mas ficaram no caminho

Adelaide 1985; Mansell e Senna largaram na frente, mas ficaram no caminho

O primeiro GP da Austrália de Fórmula 1, disputado no circuito urbano de Adelaide, que fechou a temporada de 1985, foi vencido por Keke osberg, de Williams com motor Honda –Turbo 1.5 V6T. Embora não se possa dizer que a vitória do finlandês foi uma zebra. Afinal, a Williams vivia um bom momento, empurrada pelo motor Honda, mas não se pode deixar de registrar que a primeira corrida de F-1 em solo australiano, foi atípica.

Dos 25 pilotos que deram a largada, em Adelaide   — GP mantido neste circuito até 1995 — somente 8 cruzaram a bandeirada. 17 ficaram pelo caminho. Os favoritos sequer pontuaram: Nigel Mansell (Williams-Honda), quebrou na primeira volta, Ayrton Senna (Lotus-Renault), o pole position, na 62ª, Alain Prost (McLaren-TAG), na 26ª, Nelson Piquet (Brabham-BMW), na 14ª e Michel Alboreto (Ferrari), o vice campeão, na 61ª.

Apenas os três pilotos do pódio: Keke Rosberg (Williams-Honda), Jacques Laffite (Liier-Renault) e Philippe Streiff (Ligier-Renault), completaram as 82 voltas da corrida.  Mesmo assim, Laffite foi bandeirado a 42” do vencedor e Streiff a  1’30”. Ivan Capelli (Tyrrell-Renault) 4º, Stefan Johansson (Ferrari) 5º e Gerhard Berger (Arrows-BMW) 6º, fecharam uma volta atrás de Rosberg . Hub Rothengatter (Osella-Alfa Romeo) 7º– que largou em 25º —  e Pierluigi Martini (Minardi Motori Moderni) 8º , foram bandeirados a 4 voltas do vencedor.(LM)

 

 

 Cla 

 Nº 

 Piloto   Carro / Motor 

 Voltas 

 Tempo 

 Atraso/Abandono 

1

6

Keke Rosberg Williams/Honda

82

2:00’40.473

2

26

Jacques Laffite Ligier/Renault

82

2:01’26.603

46.130

3

25

Philippe Streiff Ligier/Renault

82

2:02’09.009

1’28.536

4

4

Ivan Capelli Tyrrell/Renault

81

2:00’40.898

1 Volta

5

28

Stefan Johansson Ferrari

81

2:00’54.187

1 Volta

6

17

Gerhard Berger Arrows/BMW

81

2:02’07.752

1 Volta

7

24

H.Rothengatter Osella/Alfa Romeo

78

2:01’44.024

4 Voltas

8

29

P.Martini Minardi/Motori Moderni

78

2:02’04.319

4 Voltas

(7)

12

Ayrton Senna Lotus/Renault

62

1:33’40.877

Motor

(3)

27

Michele Alboreto Ferrari

61

1:29’39.170

Transmissão

(1)

1

Niki Lauda McLaren/TAG

57

1:23’15.600

Acidente

(6)

16

Derek Warwick Renault

57

1:24’39.149

Transmissão

(13)

3

Martin Brundle Tyrrell/Renault

49

2:01’17.876

Não classificado

(3)

8

Marc Surer Brabham/BMW

42

1:01’35.366

Motor

(14)

22

Riccardo Patrese Alfa Romeo

42

1:09’49.942

Escapamento

(12)

19

Teo Fabi Toleman/Hart

40

1:01’33.349

Motor

(10)

18

Thierry Boutsen Arrows/BMW

37

55’58.521

Vazamento de óleo

(17)

20

P.Ghinzani Toleman/Hart

28

50’42.352

Embreagem

(3)

2

Alain Prost McLaren/TAG

26

38’12.101

Motor

(7)

15

Patrick Tambay Renault

20

30’04.620

Transmissão

(20)

33

Alan Jones Lola/Hart

20

36’25.019

Problema elétrico

(5)

11

Elio de Angelis Lotus/Renault

18

26’43.553

Desqualificado

(6)

7

Nelson Piquet Brabham/BMW

14

20’55.922

Incêndio

(10)

23

Eddie Cheever Alfa Romeo

5

7’39.528

Motor

(25)

5

Nigel Mansell Williams/Honda

1

2’23.614

Transmissão

 

Schumi..Adeus!

Schumaker

Adeus á Schumaker

Histórias de Schumi

Schumacher anunciou a sua primeira aposentadoria em Monza, no GP da Itália, a 245ª corrida da carreira ao conquistar a 90ª vitória, a 91ª na China. Uma trajetória de recordes com 68 poles position, 153 pódios, 114 primeiras filas e 75 voltas mais rápidas. Fez a sua última corrida no GP do Brasil, em Interlagos, no dia 22 de outubro de 2006, encerrando a primeira fase na Fórmula 1. A segunda não foi tão gloriosa. Não venceu nenhum a corrida, marcou uma pole position no GP de Mônaco que foi casada, por ter cometido um ato antidesportivo contra Bruno Senna na corrida anterior, na Espanha. Eis o retrospecto da segunda tentativa de Michael Schumacher:
2010: 9º colocado, 72 pontos; 2011: 8º, com 76 pontos e 2012: 12º, 43 pontos, um pódio e uma volta mais rápida, até o GP do Brasil. Continue lendo