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 O Renault-turbo da estréia no GP da Inglaterra de 1977

Renault motor turbo 1ª vit França 79 

Embora a mudança para motores V6 turbo de 1,6 litros (1600 cc), substituindo os V8 aspirados de 2,4 litros (2400cc) esteja sendo considerada a mais importante da Fórmula  2014, é bom lembrar que ao longo dos 64 anos da existência da categoria, houve várias alterações de potência nos propulsores.

Tampouco os motores turbocomprimidos, obrigatórios nesta temporada, são novidade, eles eram previstos desde 1950, quando o regulamento estipulava a cilindrada de 4500 cc para os aspirados e de 1500 cc com compressor.

 

Mas na prática os motores turbos só competiram na Fórmula 1, em 1977, mas exatamente no GP da Inglaterra, corrida que homenageava o jubileu de 25 anos de coroação da rainha Elizabeth. Foi naquela corrida, em Silverstone, que a Renault lançou o RS01, o seu primeiro protótipo com motor V6, turbocomprimido, pilotado pelo francês Jean-Pierre Jabouille que se classificou em 21º dos 26 carros do grid e parou na 16ª das 68 voltas do grande prêmio, por quebra do turbo.

O Renault-trubo competiu em 262 grandes prêmios de 1977 até 1985, venceu a primeira corrida com Jabouille em 1979, no GP da França, como o modelo RS10 e chegou a classificar-se em 3º no Campeonato de Construtores em 1981, com 54 pontos, graças as vitórias de Alain Prost coadjuvado por René Arnoux.

Jabouille JP

Jean-Pierre Jabouille com o Renault-Tutbo da 1ª vitória

Na verdade, o pioneirismo da Renault mexeu com a Fórmula 1, obrigando a todas equipes a aderirem aos motores turbocompressores a partir da temporada de 1982. No entanto, não foram os RS da Renault que venceram um campeonato da F-1. Quem conquistou o primeiro título da era turbo da F-1 foi o BMW, o único turbo 4 cilindros  (1500 cc L4T) , a bordo da Brabham BT52 com Nelson Piquet, em 1983,os demais turboalimentados eram V6).

Outro motor  turbocompressor que fez sucesso na década de 80 foi o TAG  (Tecnique d’avant garder) um propulsor desenvolvido dos blocos da Porsche , exclusivamente para a McLaren, com o qual Niki Lauda foi campeão em 1984 e Alain Prost em 1985 e 1986.

O Honda foi outra potência que da era dos turbos. O seu 1.5-V6T dominou os campeonatos de 1987 e 1988, equipando o Williams de Nelson Piquet e o McLaren de Ayrton Senna.

Nesta época a F-1 era povoado pela maior variedade de motores de sua história. Além das grandes marcas: Renault, Porsche, Honda, Alfa Romeo, o único turbo de 8 cilindros e Ferrari (que jamais fez sucesso com o seu 1.5V6T), disputavam os campeonatos da época dos turbos, os Hart, Zakspeed, Osella e Megatron. Continue lendo

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Ingo com o Fitti FD02 do 7º lugar em Interlagos 1977

Além de Wilsinho Fittipaldi, que disputou 11 grandes prêmios, e Emerson, com 78, outros cinco pilotos estiveram inscritos nos 104 grandes prêmios de que o Fitti F-1 participou entre 1975 e 1982. O finlandês Keke Rosberg, o italiano Arturo Merzario correu apenas o GP da Itália de 1975 substituindo Wilsinho, que havia se acidentado no GP da Áustria.
Os outros três foram Alex Dias Ribeiro, Chico Serra e Ingo Hoffman, que viveu uma boa história GP do Brasil de 1977.

Ingo Ott Hoffmann – mas pode chamar de Alemão – foi para a Inglaterra para competir na Fórmula 3. Estreou em 29 de abril de 1975, em Silverstone a bordo de um March- Novamotor 753.

Já na estréia o paulistano Hoffmann se surpreendeu ao ver que as coisas não eram tão difíceis como imaginara. Emplacou um quinto lugar e foi conhecendo os segredos do carro. Venceu sua quarta prova, em Oulton Park, onde, além da pole position, estabeleceu a volta mais rápida. Foi o sexto, entre 108 inscritos em Mônaco, e ainda deu repeteco em Silverstone, batendo 84 rivais na famosa prova patrocinada pela Associação dos Construtores de F-1, que reúne pilotos de todos os campeonatos regionais da Europa. Só não marcou pontos em três das 11 provas em que competiu, finalizando o campeonato na sexta posição. Continue lendo

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